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Inicia-se o processo de alfabetização dos indígenas da etnia Warao


A Ação Social Arquidiocesana (ASA), em parceria com o Observatório Antropológico da UFPB e a Associação Sal da Terra - educação construindo cidadania, iniciaram em outubro, desse ano, o processo de alfabetização de jovens e adultos indígenas venezuelanos da etnia Warao. O projeto prevê o atendimento a cerca de 100 pessoas, em duas etapas. Na primeira, iniciamos o trabalho com cerca de 50 pessoas, situados em três abrigos diferentes. Na segunda etapa, pretendemos ampliar as ações, alcançando a totalidade de casas abrigos.

As casas abrigo dos indígenas Warao acolhem cerca de 230 pessoas de diferentes faixas etárias. As casas são mantidas através recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (FUNCEP/PB), com a Secretaria de Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH/PB). Nesse programa de alfabetização conta com um duplo financiamento. Pela ASA, com a compra de materiais e adequação dos espaços; e, pela associação Sal da Terra, com recursos da Misean Cara que financiam a contratação e a formação dos professores-alfabetizadores.

O programa de alfabetização em português parte de uma metodologia freiriana e busca estabelecer uma relação de proximidade e conexão com o universos dos estudantes, promovendo a alfabetização através de conteúdos significativos e que desde uma perspectiva antropológica permita o fortalecimento de sua identidade e cultura. Junto com as aulas de alfabetização, atividades musicais pretendem fortalecer a participação e o interesse dos estudantes.

A professora da UFPB e coordenadora do Observatório Antropológico, Rita de Cássia Melo Santos, afirma que esse é um primeiro passo na construção de uma escola intercultural para os indígenas Warao. “O período de pandemia impediu a inserção, dos Waraos, na educação formal e eles sentem muito essa ausência. A ideia de iniciarmos atividades de alfabetização nas casas abrigo da ASA/SEDH é uma tentativa de mantermos uma proximidade efetiva com o português ao tempo que, com a experiência e excelência do trabalho desenvolvido pela associação Sal na Terra, promovemos a adequação das metodologias para esse público respeitando e fortalecendo sua identidade e cultura. Espero, em breve, podermos ter uma inclusão integral de todas crianças, jovens e adultos numa escola acolhedora e que promova de fato a aprendizagem significativa para os indígenas Warao na Paraíba”.

Mais informações:

Rita de Cássia Melo Santos, Observatório Antropológico UFPB, 83 99379.0330

Rosa Lisboa, Associação Sal na Terra, 83 98706.8446



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